Na semana passada, um evento do outro lado do mundo chamou atenção: o príncipe Hisahito tornou-se o primeiro homem da realeza japonesa a atingir a maioridade em 40 anos. Teve cerimônia — e teve especulação: será que ele pode ser o último imperador da monarquia em funcionamento mais antiga do planeta? Vamos ao trelelê.

O Japão mantém, há mais de 1.500 anos, uma monarquia estável. Mas há um impasse moderno. Pela Lei da Casa Imperial (1947), só homens da linhagem masculina podem herdar o trono 🤡. E, para piorar, princesas que se casam com plebeus perdem o status imperial e, por lei, seus filhos não entram na linha sucessória. Embora o país já tenha tido imperatrizes reinantes no passado, a regra atual bloqueia essa possibilidade — tema que divide políticos e opinião pública. Há propostas em debate (permitir imperatrizes, manter princesas na família mesmo após o casamento ou reativar ramos colaterais), mas nada saiu do papel. Ainda.
Hisahito de Akishino é filho do príncipe herdeiro Akishino (irmão do imperador Naruhito) e da princesa Kiko. É, portanto, o segundo na linha de sucessão, atrás do próprio pai. Em 2021, sua irmã mais velha, Mako, casou-se com Kei Komuro (um “comum”) e, como determina a lei, deixou a família imperial — episódio que reacendeu o debate sobre o encolhimento do núcleo imperial. A irmã do meio, Kako, permanece na família real.
A cerimônia é cheia de significado, é claro….. A passagem para a maioridade é marcada por uma sequência de ritos no Palácio Imperial. O simbolismo aparece nas vestes: o príncipe inicia com um traje claro, associado à juventude, e conclui com um traje escuro e formal, que sinaliza a entrada na vida adulta.

A mesma silhueta foi usada por seu pai há 40 anos.

Além da audiência com o imperador, Hisahito visitou os santuários do palácio em carruagem — um percurso ritual para prestar respeito aos ancestrais e agradecer aos deuses guardiões da Casa Imperial, pedindo proteção e sabedoria para a nova etapa.
Com pouquíssimos herdeiros homens à vista, a maioridade de Hisahito recoloca o Japão diante da pergunta central: como preservar uma tradição milenar num país que mudou? E, mais fundo: faz sentido manter as mulheres fora da linha de sucessão em 2025? Não precisamos pensar muito para ter nossa opinião….. 🙂
Ps: o look das mulheres!

